segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Para refletir sobre identidade e diferenças

Caros alunos,

Segue um trecho que escolhi para que vocês comentem entre si , com base nos textos que leram e resenharam para esta semana. Foi retirado de um texto de José Luis Pardo e se intitula El sujeto inevitable, citado por Manuel Cruz , no livro Tiempo de subjetividad.Barcelona, Paidós, 1996.

Respeitar a diferença não pode significar "deixar que o outro seja como eu sou" ou " deixar que o outro seja diferente de mim, tal como eu sou diferente (do outro), mas deixar que o outro seja como eu "não sou", deixar que ele seja esse outro que "não pode" ser eu, que eu não posso ser, que não pode ser um (outro) eu; significa deixar que o outro seja diferente, deixar que essa diferença não seja , em absoluto, diferença entre duas identidades, mas diferença "da" identidade; deixar ser uma "outridade" que não é "outra em relação a mim" [...] mas que é absolutamente diferente, sem relação alguma com a identidade ou com a mesmidade ( Pardo, 1996, p.154)

Procurem relacioná-lo com a situação dos alunos excluídos pelas escolas,

Bom trabalho!
Profa. Maria Teresa

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O berço da desigualdade - Sebastião Salgado

"Quem é o professor capaz de despertar tanta atenção?"

Independente da igualdade ou da diferença, o professor consegue a atenção de todos os seus alunos.
Nessa sala de aula, não existe alunos superiores ou inferiores, eles parecem estar em "pé de igualdade". O educador não valoriza aqueles que sabem mais, assim todos sentem-se à vontade para aprender na amizade e na liberdade.


Nomes: Paula F. Ourique de Carvalho RA:063539
Paula Prada Trento RA:063549
Vanessa Cristina Oliveira RA:064865
Vanessa França Simas RA:064873

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sobre a escola como "o berço da desigualdade" (Sebastião Salgado e Cristóvam Buarque - Unesco 2005): comentários a partir da idéia de igualdade.

Frase: "O corpo deitado, os pés revirados, o olhar atento, a mão pronta. Mesmo no chão, há esperança."

Apesar das diferenças materiais e físicas, ainda há esperança enquanto as crianças tiverem a aprendizagem, o conhecimento. Elas são iguais a todas as crianças: aprendem.
As pessoas tem a "mania" de ver apenas as dificuldades e diferenças que se expõem no físico ou no estrutural, mas o que se deve levar em consideração é o que os torna iguais, que é a possibilidade ou capacidade de obterem conhecimento e aprenderem como todas as crianças.
A esperença, a liberdade, a igualdade, se encontram ai: no oferecimento e na aceitação desse conhecimento.

Grupo:
Ana Cláudia Ritto RA: 058820
Ana Flávia da Silva RA: 058827
Juliana Helena Scabello RA: 061909
Thaís Lago RA: 064641

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Questões para discutir a partir dos textos abaixo

Caro alunos,

No dia 16/09, vocês encontrarão aqui algumas questões, reflexões retiradas dos 2 textos para resenha, que deverão ser comentadas por todos. Bom trabalho.

Profa. Maria Teresa

Aula do dia 19/09 - Resenha

Para a próxima aula - 19/09 !

Leitura e resenha de um dos textos que estão no xerox (pasta da EP 152):

Antônio Flávio Pierucci . "Ciladas da diferença" - 1º Capítulo

Tomás Tadeu da Silva. "Identidade e diferenças"- 1º Capítulo

As resenhas podem ter mais de 1 página.

Camila (PAD)

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sobre testes etc e tal

Oi, turma, perceberam a minha intenção em fazê-los responder aos testes?

Estou lendo as resenhas e na próxima aula teremos muito a discutir sobre o texto da Profa. Carone.

Peço-lhes para que releiam o texto, atentamente.

Um bom fim de semana e até 4a. feira.

Profa. Maria Teresa

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Plano da disciplina EP 153 - Metodologia do Ensino Fundamental

Prezados alunos/as

Segue o plano da nossa disciplina, que eu achava que não caberia no nosso espacinho virtual!

Universidade Estadual de Campinas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia

EP 153 – Metodologia do Ensino Fundamental

Profa. Maria Teresa Eglér Mantoan
LEPED/Unicamp – http://fae.unicamp.br/leped

e-mail :tmantoan@unicamp.br

2º semestre de 2007

Plano de Curso

Ementa: O curso tratará de aspectos teóricos e de práticas escolares do Ensino Fundamental, na perspectiva de uma escola para todos - ensino inclusivo. Abordaremos as inovações educacionais que subjazem a essas práticas e que afetam a organização administrativa e pedagógica das escolas.

Objetivos

Discutir essa etapa da educação básica e o acesso de todos os alunos à escola, a partir de:

- políticas educacionais e legislação;
- o conceito de inclusão;
- transformação de sistemas educacionais
- experiências de ressignificação e novas direções das práticas de educação escolar ;
- identidade profissional do professor e dos especialistas;
- o aluno na perspectiva inclusiva
- aprimoramento profissional dos professores

Conteúdos

Redimensionamento da organização escolar e das práticas de Ensino Fundamental, para atender às novas propostas de uma escola para todos.

Escolas abertas às diferenças – o que são? Por quê? Como fazer inclusão escolar?

A formação de professores no contexto das inovações escolares que adotam princípios inclusivos.

Atividades

Aulas presenciais e virtuais, chats, fórum de discussão, seminários; resenhas de livros, artigos; trabalhos em grupo.

Avaliação

Constará da participação nos trabalhos acima descritos e de uma auto-avaliação do desempenho dos alunos em todas as atividades do curso.

Bibliografia

ALVES, N. e LEITE GARCIA, R. (orgs.) (1999).O sentido da escola. Rio de Janeiro/RJ: D P& A.

AQUINO, J. (org) (1998). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus Editorial.

ARENDT, Hanna. (1992). Entre o passado e o futuro. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva.

BARBOSA MOREIRA, A.F. (org.). Currículo: políticas e práticas. Campinas, Sp: Papirus, 1999.

BRANDÃO, Z. (org.) (1994). A crise dos paradigmas e a educação. 3ª edição, São Paulo: Cortez.

DUBY, Georges (1999). Ano 1000, ano 2000:na pista de nossos medos. Trad. Eugênio M. da Silva, Maria Regina B. Osório. São Paulo: UNESP/ Imprensa Oficial do Estado – (Prismas).

ELIAS, Marisa del Cioppo.(1997). Célèstin Freinet: uma pedagogia de atividade e cooperação. Petrópolis: Vozes.

ESTEBAN, Maria Teresa (org.) (2001). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. 3ª edição. Rio de Janeiro: DP&A

FERREIRA, Gláucia de Mello (org).( 2003). Palavra de Professor (a): tateios e reflexões na prática da pedagogia Freinet.Campinas:Mercado das LetrasEdições e Livraria LTDA.

FREINET, Celéstin.(1961) Méthode Naturelle de lecture. Bibliothéque de l´École Moderne. Cannes: Imprimerie CEL Freinet.

FREINET Céléstin.(1977). A leitura pela imprensa na escola. Lisboa: Distribuidora Nacional de Livros.

IMBERNÓN, F. (org.).(2000). A Educação no Século XXI – os desafios do futuro imediato. Trad. Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed.

LARROSA, J. e PÉREZ de LARA, N. (orgs.) (1998). Imagens do outro; tradução de Celso Márcio Teixeira. Petrópolis/RJ: Vozes.

LARROSSA, J., SKLIAR, C. (orgs.) (2001). Habitantes de Babel: políticas e poéticas da diferença. Tradução de Semíramis Gorini da Veiga. Belo Horizonte: Autêntica.

MANTOAN, M. T. E. (1997) Ser ou estar, eis a questão. Compreendendo o déficit intelectual. Rio de Janeiro: WVA Editores.

MANTOAN, M. T. E. (1998). Integração/Inclusão – escola (de qualidade) para todos. Pátio – revista pedagógica 2,(5), 48-51

MANTOAN, M. T. E. (2000).Ensinando a turma toda – as diferenças na escola. Pátio – revista pedagógica – ARTMED/ Porto Alegre RS, Ano V, nº 20, Fev/Abr/2002, pp.18-

MANTOAN, M. T. E. (1998).Todas as crianças são bem-vindas à escola. Apostila. Faculdade de Educação/ Unicamp – Campinas/SP.

MANTOAN, M. T. E. (2000).Não há mal que sempre dure Apostila. Faculdade de Educação/ Unicamp – Campinas/SP.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér (org.), (2002). Caminhos pedagógicos da inclusão. São Paulo: Memnon - edições científicas.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér, (2003). Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer”? São Paulo: Editora Moderna.

MORIN, Edgar. (2001). A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

NAJMANOVICH, Denise (2001). O sujeito encarnado - questões para pesquisa no/do cotidiano. Rio de Janeiro: D P& A: SEPE

OLIVEIRA, I.B. de (org.) (1999). A democracia no cotidiano da escola.
Rio de Janeiro: DP&A SEPE

RANCIÈRE, J. (2002). O mestre ignorante. Cinco estudos sobre emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica.

SAMPAIO , Rosa Maria Whitaker Ferreira.( 989). Freinet: evolução histórica e atualidades.São Paulo: Editora Scipione.

SILVA, T. T. da. Documentos de Identidade – uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

SILVA, Tomás Tadeu da (org.).(2000). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes.

STAIMBACK, S. e STAIMBACK, W. (orgs.) (1999). Inclusão, um guia para professores. Porto Alegre: Artes Médicas.

TRINDADE, A.L., SANTOS, R.dos.(orgs.) (2000). Multiculturalismo: mil e uma faces da Escola. 2ªed. – Rio de Janeiro: DP&A.

WERNECK, C. (1999).Quem cabe no seu todos? Rio de Janeiro: WVA Editores,

Outras fontes:

· filmes;
· trabalhos não publicados e apresentados em congressos, simpósios encontros ( anais);
· livros de autoria de sociedades, associações, entidades públicas e similares;
· artigos em jornais e de revistas especializadas ou não especializadas, entrevistas;
· documentos oficiais: federais, estaduais e municipais;
· pareceres, deliberações;leis, cartilhas sobre direitos humanos
· materiais não impressos: filmes, fitas cassete;
· apostilas e outros.


Profa. Dra. Maria Teresa Eglér Mantoan

Campinas, em agosto de 2007